Saturday, April 4, 2009

MARICRISTA 09


A Maricrista 09, a nossa iniciativa retranqueira-reivindicativa erótico-festiva para denunciar na rua os excessos babosis-patriarcais da Igreja católica desenvolveu-se sob um absurdo dispositivo policial. A identificaçom e retençom de dezenas de participantes e ameaças de inculpaçom por atentar contra “a liberdade de culto” (??)

Das Panteras Rosa da Galiza, Frente de Combate Contra a Lgbtfobia queremos rugir bem forte como figemos nesta Maricrista contra a integrismo religioso, contra o mais rançoso, retrógrado e facho da sociedade compostelana. Essa tradiçom religiosa de sangue e cruzadas, torturas e abusos de todo o tipo. A religiom da Inquisiçom, do machismo e a homofobia, a religiom que fai apologia do sexo nom-seguro. Essa é a “liberdade de culto” que custodiava a polícia??

Hoje mais que nunca rugimos e arranhamos para que afastem o rosário dos nossos ovários.

Prazer clitoriano contra o Vaticano!
Prazer anal contra o Capital!

Panteras Rosa Galiza
Abril 2009

Monday, March 30, 2009

MARICRISTA 09



Monjas, curas, beatas e linces, nom faltedes!

Saturday, March 21, 2009

MARICRISTA 09



Caras companheiras,

Queremos fazer-vos umha proposta indecente.
No ano passado por estas datas um grupinho de activistas LGBT e algumhas amigas, saímos às ruas de Compostela de umha maneira festiva, transgressora numha "contra-procissom" para reivindicarmos a autodeterminaçom dos nossos corpos e burlar-nos de umha insituiçom anacrónica e patriarcal emperrada em fazer das nossas vidas um calvário.
A Paixom da Maricrista foi umha iniciativa espontânea e modesta que este ano tem vontade de repetir-se com mais força e mais participaçom. Queremos somar-nos ao movimento NO VAT (Anti-Vaticano) nascido em Roma e no qual a jacobeia Compostela nom pode ficar calada!
A data que vos propomos é a próxima sexta-feira (venres) 3 de Abril, uns dias antes de que comece a parafernália da Semana Santa em que as nossas ruas se enchem de integrismo religioso com dinheirinho público. Demonstremos que nós somos mais fervorosas que elas e que temos mais imaginaçom para os disfarces!

Para organizarmos este estupendo evento convocamos-vos para umha reuniom na próxima quarta-feira 25 de Março às 21:00 no Centro Social O Pichel (no 1º andar, na cozinha).
Esperamos a participaçom de todas.

Bicos e arranhadelas.

Panteras Rosa Galiza


Aqui umha ligaçom para a do ano passado:
http://panterasgz.blogspot.com/2008/04/paixom-de-maricrista.html

Comunicado do Colectivo Gay de Compostela perante a sentença homofóba de um júri popular de Vigo

Raiva, impotência, tristeza, ... Isto é o que nos provoca a recente sentença absolutória a Jacobo Pinheiro Rial por assassinar com 57 punhaladas Isaac Peres Trivinho e Júlio Anderson Luciano e posteriormente prender lume à casa dos mesmos para eliminar as evidências.

As pessoas que fazemos activismo LGBT somos conscientes de que muitas vezes até as próprias leis estám à frente da sociedade, mas contodo, nom podemos deixar de ficar horrorizadas e horrorizados ante esta decisom de um júri popular em Vigo.

Perguntamo-nos sem encontrarmos fácil resposta sobre as motivaçons desse veredicto. Estas nom som outras que a mais crua homofobia, o ódio ao diferente e o desprezo absoluto da vida humana quando se tratar de "maricas".

O "medo a ser violado" e a "defesa própria" fôrom os argumentos utilizados polo advogado do assassino e ratificado por um júri popular que considera que a nossa orientaçom sexual, diferente à majoritária, nos fai seres perversos. As nossas vidas nom tenhem valor e torturar-nos, assassinar-nos a sangue frio e queimar-nos depois som actos toleráveis e gratuitos.

Consideramos estes factos gravíssimos e tememos que sejam indicador de umha sociedade ainda muito atrasada e intolerante. Decisons como estas encontram-se bem mais próximas de tempos inquisitoriais e totalitários que de umha sociedade que se di avançada e do século XXI.

Do Colectivo Gay de Compostela, integrado na Federaçom de associaçons LGBT da Galiza ATURUXO, queremos mostrar a nossa mais forte repulsa a todo tipo de manifestaçons de ódio que denigram e desprezam as vidas das pessoas pola sua orientaçom sexual ou identidade de género.
Solidarizamo-nos profundamente e compartimos a dor das famílias de Isaac e Júlio e exigimos que o peso da justiça caia sobre o assassino dos nossos companheiros.

Nem um crime homofóbico impune!
Dignidade e justiça para Isaac e Júlio.

A notícia nos jornais:
http://www.lavozdegalicia.es/galicia/2009/02/21/0003_7544485.htm?idioma=galego
http://www.farodevigo.es/secciones/noticia.jsp?pRef=2009022100_9_299157__SUCESOS-jurado-popular-absuelve-asesinato-autor-confeso-jovenes

Monday, July 28, 2008

LGBTFOBIA, O ÓDIO QUE MATA: Rosa Pazos, activista transexual, 47 anos, morta por apunhalamento.


Na passada Sexta-feira 11 de Julho, Rosa Pazos, activista transexual de 47 anos, foi encontrada morta na sua morada de Sevilha. Depois de submeter o corpo à correspondente autópsia, o Instituto Anatómico Forense emitiu um relatório em que se expressava que Rosa fora objecto de apunhalamento. Recentemente, fontes sem determinar pugérom em dúvida a versom do assassinato.

Os grupos e colectivos assinantes deste manifesto exigimos com carácter de urgência:
1.O esclarecimento dos factos à volta da morte de Rosa Pazos na maior brevidade com o fim de evitar difamaçons sobre as causas associadas com a sua morte assim como de incrementar a dor que já está a supor para familiares, amizades e companheiras/os de Rosa.
2.A implicaçom no caso do Procurador Geral do Estado, Sr. Cándido Conde Pumpido com o fim de exigir e agiliizar o esclarecimento dos factos citados.
3.O tratamento do processo sob as condiçons de máximo respeito à dignidade da falecida e de quem a rodeiam, tanto por parte das instáncias policiais e judiciárias envolvidas no processo como por parte dos meios de comunicaçom, cujo labor informativo sobre o caso de Rosa até o momento resultou extremadamente ofensivo e transfóbico. Da maneira que se tem denunciado desde o conhecimento da notícia. O respeito à identidade de Rosa e à intimidade da sua pessoa descarta o sensacionalismo dos meios e o talante discriminatório com que até a data se tem abordado a notícia.
Da mesma maneira, denunciamos a enorme transfobia que envolveu a vida quotidiana de Rosa, assim como o facto de que lhe fosse negado o seu direito à mudança de documentaçom e acesso à cirurgia devido a que os nossos sistemas de saúde entendem que umha pessoa com um diagnóstico de esquizofrenia ou qualquer outra “doença mental” nom pode decidir sobre o seu corpo ou a sua identidade de género. Essa era a denúncia de Rosa e sem dúvida também a nossa.
As transfobias quotidianas que se encontram nas ruas, nas leis, nos meios de comunicaçom, etc, som as que impedem a muitas pessoas de acederem a direitos básicos como o acesso ao mundo laboral, o respeito à própria identidade e o direito à autodeterminaçom do próprio corpo longe da tutela psiquiátrica.

Exigimos que a Administraçom Pública assuma a sua responsabilidade e trabalhe para a integraçom laboral e social das pessoas trans. Exigimos um trabalho sério, à altura da gravidade e a importáncia da situaçom: nom queremos mais parches, cremos firmemente que a maneira de evitar este tipo de situaçons é trabalhar directamente da raiz do problema e fazê-lo sem escusas. Nom é umha proposta séria nem conseqüente aquela que aprova umha “lei de identidade de género” para evitar a discriminaçom e ao mesmo tempo trata de doentes a quem manifestam umha identidade de género diferente à majoritária. Diferente, nom por isto patológica. Reivindicamos que se trabalhe para deconstruir os estereótipos que associam a identidade trans com o estranho, o monstruoso e o perverso, por destruir todas as mensagens que geram ódio e nos convertem em marginalizadas e marginalizados sociais.
Denunciamos mais umha vez a extrema vulnerabilidade do nosso colectivo e a mais do que alarmante freqüência com que encontramos casos de pessoas trans mortas em estranhas circunstáncias.
Reivindicamos novamente que a luita contra a transfobia é umha luita de todas e de todos, é um compromisso de quem queremos construir umha sociedade distinta. Que a única forma de acabar com estas discriminaçons e violências que se visibilizam nas ruas das nossas cidades, nos despedimentos, na exclusom, nas agressons verbais e físicas é identificá-las no nosso contorno mais próximo e denunciá-las em todo o momento. Porque embora dos movimentos sociais luitemos para acabar com a transfobia, a verdadeira luita está nas nossas ruas, os nossos bairros, as nossas escadas, onde cada dia se vive a violência.

Lembramos que os grupos de Barcelona, Bilbau, Galiza, Madrid e Saragoça aqui assinantes realizamos já um labor de observaçom sobre a evoluçom judiciária e mediática do caso com objecto de denunciar qualquer tipo de ingerência ou de vulneraçom que por acçom ou omissom poda ter lugar durante o processo. Da mesma maneira, denunciaremos polos métodos formais pertinentes qualquer tipo de acto que atente contra a dignidade da falecida e em particular aqueles de natureza discriminatória que se dirijam contra o respeito à identidade de género.

Compostela, Corunha, Barcelona, Bilbao, Madrid, Saragoça, Segunda-feira 28 de Julho de 2008

Stonewall,Towanda (Aragom) Maribolheras Precarias, Federaçom Aturuxo, TrasnGaliza, Panteras Rosa Galiza (Galiza),
Medeak, Mass Medeak, Queer Ekintza, Gaztehgam, Ehgam, Errespetuz-Asocación Vasca de Transexuales (País Basco), Guerrilla Travolaka, Front d´Alliberament Gai de Catalunya, Col-lectiu Gai de Barcelona (Catalunha), Acera del Frente, Liberacción (Madrid).

Tuesday, July 1, 2008

Manife do ORGULHO 08 (Acçom Panteras)



A clausurarmos igrejas, escolas religiosas e a "Porta Santa"!







Mais info do Orgulho LGBT galego em http://lgbt.agal-gz.org


Tuesday, June 24, 2008

28 de JUNHO: DIA DO ORGULHO LGBTQI. Fechamos Igrejas!

No próximo sábado 28 de Junho, estaremos na manife da ATURUXO (http://lgbt.agal-gz.org) a clausurar quanta igreja estiver no nosso caminho...