Thursday, August 19, 2010

DENÚNCIA COLECTIVA À ORQUESTRA OLYMPUS (Apoios 20-08-10)

DENÚNCIA COLECTIVA À ORQUESTRA OLYMPUS E POLA IMEDIATA ERRADICAÇOM DOS VALORES DISCRIMINATÓRIOS NOS ESPETÁCULOS DE ORQUESTRA DAS FESTAS POPULARES DA GALIZA

De todas e todos é sabido os valores discriminatórios e principalmente sexistas que grande número de “afamadas” orquestras galegas reproduzem sobre os cenários nas verbenas e festas populares de toda a Galiza.

Os limites do tolerável, se é que a discriminaçom tem algum grau de tolerância, tenhem sido ultrapassados por umha das orquestras mais contratadas do momento, a orquestra Olympus.

Desde o ano passado, este grupo musical conta com um número em que um componente aparece travestido e outro membro do grupo pergunta: “ entom tu és maricom ou nom? a gente tem direito a saber se és maricom”. Isto entre outro tipo de brincadeiras homofóbicas e transfóbicas em que se denigra as mulheres, em especial as transexuais e os homens gays. Noutro momento da atuaçom: "que las solteras levantem las manos que voy a escoger".

Este ano o racismo foi incluído no seu repertório, assim nas suas atuaçons podemos ver como se dirigem a um componente afro-cubano do grupo da seguinte maneira: "a ver negro, a ver se dás feito o final como o fai Manolo Escobar!", "a ver negro, entendes o 'ghalhegho'?" "mirade, um mulato cantando como um andaluz!", chamando-lhe também "cola cao do caralho".

O seu espetáculo musical nutre-se de valores e brincadeiras discriminatórios contra as mulheres, contra o coletivo homossexual e transexual e ultimamente também de carácter racista.

Isto é de umha gravidade ainda maior se pensarmos que som as festas populares, na maioria das vezes totalmente ou em grande parte pagadas com dinheiro público.

Nom podemos permitir que valores inumanos como estes sejam tidos como corretos e menos ainda como divertidos, que tenham cabimento nos nossos festejos. Menos ainda que as instituiçons públicas e ditas democráticas forneçam um lugar e paguem eventos como estes.

Os coletivos e pessoas que abaixo assinamos queremos fazer chegar a nossa mais profunda repulsa por este tipo de espetáculos que suponhem umha apologia da intolerância e os valores discriminatórios. Queremos exigir à orquestra Olympus em particular, e ao resto de orquestras galegas, a imediata reformulaçom dos seus espetáculos de maneira que erradiquem o sexismo, a homofobia, o racismo e qualquer valor discriminatório.

De nom obtermos umha resposta satisfatória continuaremos com o nosso protesto perante a justiça, assim como com as iniciativas sociais de denúncia que considerarmos oportunas.

APOIAM:

Organizaçons.-

1) Panteras Rosa Galiza (Compostela)

2) Nomepisesofreghao (Moreia de Parafeministas Desgeneradas-A Corunha)

3) Somos de_Generando (Vigo)

4) Rede Feminista Galega

5) Galentendo (Ferrol)

6) TransGaliza (Colectivo de pessoas trans da Galiza)

7) BOGA (Mulheres Lésbicas e Bissexuais da Galiza)

8) CGC (Colectivo Gay de Compostela)

9) Nós Mesmas (Vigo)

10) Asociación Cultural e Medioambiental O Abordelo (Monfero)

11) NÓS-Unidade Popular (Compostela)

12) Colectivo político-musical SKÁRNIO (Vigo)


13) Maribolheras Precárias (Corunha)

14) Caramuxo, Camisolas da Galiza (Galiza)

15) Asociación Cultural Garipano (Compostela)


Individuais.-

1) Clementina Formariz López, funcionaria (Pontevedra)

2) Ximena Losada Arufe, distribuidora de material audiovisual (A Corunha)

3) Diego Lago Sánchez (Oroso)

4) Miguel David Paratcha Suárez, marinheiro (Noia)

5) Verónica Pidal Pardo, educadora social (Arteixo)

6) Maite Cambeiro Insua, estudante (Compostela)

7) Fátima Peón Torres, directora de teatro (Pontevedra)

8) Esther Basanta Regodesebes, técnica de proxectos (A Corunha

9) Xoán Carlos Miranda Carro, encarregado de comércio (Compostela)

10) Laura Cunha González, desempregada (Ferrol)

11) Alexandre Pérez Gómez, estudante (Ames)

12) Laura Pazos Pintor, mestra de música (A Corunha)

13) Martín Fernández Fernández, enxeñeiro (Vigo)

14) Nolim Gonzalez, moço de armazém (Redondela)

15) Ângelo Meraio, tradutor (Compostela)

16) María Xosé Castelo Lestón, funcionaria Consellería de Presidencia (A Coruña)

17) Mónica Otero Beceiro

18) Daniel Vázquez Rivera, estudante de engenharia informática (Ourense)

19) Vítor Manuel Lourenço Peres, Servidor público na administração do Estado (Ourense)

20) Fernando Martis López, desempregado (Narom)

21) Lara Rozados Lorenzo, artes escénicas (Compostela)

22) Lucía Rodríguez Jurjo, pintora (Compostela)

23) María Gómez Díaz, estudante (Castro de Rei)

24) Germán Montes Vicente, estudante (A Guarda)

25) Fernando Trigo Chouzinho, estudante (Compostela)

26) Erica Garcia-Santamarina Caridad, estudante (Compostela)

27) Elza Pereira Rodríguez, desempregada (Compostela)

28) Bruno Lopes Teixeiro, desenhador gráfico (Ferrol)

29) Xabier Pérez Igrexas, técnico administrativo (Vigo)

30) Álex Martínez Romera, desempregado (Ferrol)

31) Alfredo Saborido Pérez, traballador social (Ames)

32) Carlos Xabier Parrondo Reino, teleoperador (A Corunha)

33) Flora Miranda Pena, médica (Compostela)

34) Álvaro Fraga Rodríguez, estudante (Dodro)

35) David León Vázquez, estudante (Arzúa)

36) Fran Rei García, opositor (Oleiros)

37) Denís Bermúdez Delgado, estudante (Arzúa)

38) Rebeca Iglesias López, material audiovisual em sofware livre e formaçom em género (Vigo)

39) Rocío Fraga Sáenz, socióloga (A Corunha).

40) Beatriz Vilaverde Santamariña, desempregada (A Corunha)

41) Teresa Ramiro Fernandez , mariscadora (A Corunha)

42) Elisabet Pérez Costas, educadora social (Vigo)

43) Laura Cochón Piñeiro, auxiliar de enfermería (Pontevedra)

44) Rebeca Casal González, mariscadora (O Grobe)

45) Florencio González Fernández, guía de museo (A Corunha)

46) Laura Bugalho Sánchez, sindicalista (Ames)

47) Daniel Candal Castro, estudante (A Corunha)

48) Ana Doce Martínez, estudante (Vigo)

49) Ana González Xove, desempregada (Monfero)

50) Xosé Antón Pedreira Mirás, libreiro (Compostela)

51) Paula Iris Iglesias Osorio, estudante (Compostela)

52) Antía Insua Lema, estudante (Corcubión)

53) Carlos Valcárcel Riveiro, professor (Compostela)

54) María del Mar López González, estudante (Ames)

55) Mª Jesús Olivares Rodríguez, traballadora social (Ferrol)

56) Xaquín Bouza Leirachá, educador social (Valdovinho)

57) Xosé Hadrián Sousa González , estudante (Vigo)

58) Isaac Lourido Hermida, desempregado (Compostela)

59) Maria Carmen Puga Fidalgo, psicóloga (Compostela)

60) María José Belbel, profesora de EEMM e invesigadora queer (Madrid)

61) Patrizia Ponte, cozinheira (Compostela)

62) Noa Rios Bergantinhos (Ponte Vedra)

63) Guilherme Brea Farinha, fontaneiro (A Estrada)

64) Belém Grandal Paços, desempregada

65) Ana García Lenza, profesora de secundaria (Compostela)

66) Alexandra Rodríguez Lores, estudante (Compostela)

67) Iago Verde Vasques, estudante (A Guarda)

68) Manuel Veiga Díaz, profesor ensino secundario (Lugo)

69) José Fernando Míguez Veiras, empresario (A Coruña)

70) Paula Vázquez Verao, estudante (Sober)

71) Simón Ubeira Acuña, estudante (O Rosal)

72) Antón X. Díaz Gómez, enxeñeiro (A Coruña)

73) Ana Rossetti

74) María Riveira Vieira "Mavi", xogadora de fútbol sala (Fene)

75) Noemi Basanta Llanes, estudante (Meira)

76) Soraya Grela Rodríguez, estudante (A Laracha)

77) Gabriel Álvarez Reboredo, estudante (Ourense)

78) Mónica Otero Beceiro, traballadora social (Ferrol)

79) Laura Quintillán Núñez, ensinante de música (Vigo)

80) Alfonso Leal García, educador no tempo de lecer e xeógrafo (Silleda)

81) Carlos Lijó Gómez, estudante (Ribeira)

82) Eva Miranda Trigueros, deseño e publicidade (Vigo)

83) Lucía Agra Lagóstena, estudante (Vilagarcía)

84) Xosé Ramón Díaz, deseñador gráfico (Vilagarcía)

85) Diego Torres Iglesias, estudante (Cuntis)

86) Jorge Melero de la Calle, xornalista e fotógrafo (Ourense)

87) Bieito Landeira Saavedra, promotor de vendas (Cambre)

88) Patricia Coucheiro González, estudante (Antas de Ulla)

89) Francisco Manrique González Rodríguez, cozinheiro (Compostela)

90) Lucía Rodríguez Huertas, camareira (Pol)

91) Víctor Manuel Fuente Viaño, traballador do servizo de recollida do lixo, (Cesantes, Redondela)



ASSINA ESTA DENÚNCIA ENVIANDO-NOS UM E-MAIL A: panterasgz@gmail.com

Colectivos: Nome e concelho.

Individual: Nome completo, ocupaçom e concelho.

Também podes fazer chegar a tua queixa individual à orquestra Olympus no seu email: info@orquestaolympus.net


5 comments:

sara jess said...
This comment has been removed by the author.
Panteras Rosa GZ said...

Obrigadas polo apoio Lara! Precisamos tamén a túa ocupación ;)

Anonymous said...

Creo que deberíades tamén denunciar a Rober Bodegas polo seu monólogo claramente racista contra os elefantes gais.

http://roberbodegas.wordpress.com/2009/05/06/el-elefante-gay/

victor said...

segun dijo el ine en 2009 en galicia hay 2.796.089 habitantes de los cuales apoyan esta chorrada de protesta colectiva contra una orquesta que lleva actuando ya bastantes años y por lo que se ve en cada berbena en la que actuan apoyan miles y miles de persona ya que es una de las dos orquestas mas seguidas en todas las fiestas en las que son contratadas y fiestas a las que no solamente van un monton de racistas xenofobos machistas maltratadores y franquistas sino que tambien vamos gente normal, incluido mujeres (y muchas por cierto...), hombres heterosexuales, homosexuales, extranjeros (de todos los colores...), y demas gente variada de todas clases y condiciones a disfrutar de un espectaculo que consta de luz y sonido, actuación musical y numero cómico para tomarse unas copitas y disfrutar del tiempo de ocio con una buena fiesta. Perdon, como decia, segun el ine 2009 en galicia viven unos 2.796.089 personas de las cuales apoyan esta chorrada de protesta "masiva" (jajaja... si son mas las muestras de apoyo que las de repulsa... masivo significa algo...) unas gloriosas 86 personas (87 si contamos a Lara) y 14 asociaciones completamente desconocidas para la inmensa mayoria con lo cual da para suponer que no son asociaciones que muevan masas de gente ni que tengan un elevadisimo numero de socios...). Otra cosa seria que una abrumadora mayoria protestase por una cosa injusta y claramente degradante pero estos actos se repiten en todas las orquestas y grupos en toda españa ya que entre canciones siempre se intenta poner una nota humoristica para animar el ambiente. Vamos a ver si empezamos a dedicarnos a intentar resolver cada uno sus propios complejos en su casita y en su cabecita en vez de andar dando la nota. Como se nota que hay paro que la gente no tiene nada mejor que hacer que criticar cosas que se llevan haciendo en democracia desde hace muchos años y que no dañan la integridad de nadie.

fpt said...

Victor...
necesitas urxentemente aprender a puntuar e reinstalar o uso das comas na túa escrita. Os textos, coma cando falamos, necesitan respirar. Se non, non se poden ler.

Polo resto, o teu argumento baséase na cantidade de persoas que apoian algo. Así que non entro a valoralo. En democracia, coma ti dis, o direito ao debate e a crítica están por riba dos "movementos de masas". Por certo que o teu posicionamente subxetivo na causa tamén queda moi clara cando lle chamas "chorrada" a protesta sistemáticamente. Non te facía falta inventarte unha argumentación, logo, xa quedou claro que non te gusta.

Por certo: eu na minha casa resolvo os meus complexos. O que pasa é que un complexo é, segundo o diccionario da RAG, o seguinte: "Psic. Tendencia ou sentimento involuntario ou inconsciente que inflúen na conducta e ás veces constitúen unha característica da personalidade". Así que sí, na intimidade podo resolver un complexo de "altura", de "gordura", de "inferioridade", ou de "Elektra", se me parece, mais non sei que tenhen que ver os complexos coa inclusión de visións denigrantes dos homosexuais, sinceramente. Porque ser homosexual non é ter complexo de nada, non sei se te das conta diso. Ao mellor me podes explicar que é o que tenhen que ver os complexos "persoais" coa proxección dunha imaxe negativa, reduccionista, simplista, humillante e chabacana dos homosexuais. En serio. Estou desexando sabelo. E non me vale o argumento da comicidade ("por qué podemos hacer chistes de andaluces y no de maricones, blablabla"), que pra risas con pésimo gusto pónhome un vídeo do NO-DO, grazas.

Curioso, por certo, que afirmes como individuo, así porque sí, que estas cousas non danan a integridade de ninguén. ¿E quen es ti pra dicilo? ¿Non necesitarías do apoio dese 2.796.089 pra afirmar iso como a verdade absoluta?

Si é que a democracia ten estas cousas, xa ves, que xurden colectivos que aínda que sexan "completamente desconocidas para la inmensa mayoría" crean debate e autocrítica social, esas cousas tan molestas e que tanto dano fan.



Por certo, suponho que todo o que se afirma aquí contra as Panteras ou contra os que asinamos o manifesto debería extenderse á Xunta de Galicia e a dirección do Xacobeo, ¿non é? Dígoo máis que nada porque foron eles os que instaron á Olympus a retiralo seu espectáculo homófobo.

Eses da Xunta tamén deben ser uns reprimidos e uns gays acomplexados, claro, segurísimo.


Saúde.